maio 23, 2019
Os Margaret Thatcher de calças
Por: Mário Jorge Neves
Médico e Dirigente Sindical
(membro da ADES)
Quando a vida e a realidade dos factos já mostrou à evidência os resultados desastrosos das PPP na saúde em diversos países, vêm os arautos do neoliberalismo falar em testar a ideologia perante a realidade?
Um designado “jornalista de economia” assinou recentemente um artigo de opinião num conhecido jornal, na sua edição online, com o título “O Arménio Carlos de saias”, a pretexto de uma entrevista da ministra da Saúde.
Apesar de o artigo ser curto, constitui um deplorável exemplo de um baixo nível de ética política ao recorrer a uma abordagem de mero insulto pessoal na cegueira de defender as PPP na saúde.
Verificam-se, entretanto, no seu conteúdo algumas afirmações curiosas como:
– “eu aceito que um político sucumba à ideologia... mas antes de levar a ideologia à prática deve testá-la perante a realidade”;
– “...O que interessa na Saúde? Que os hospitais sejam geridos pelo Estado? Ou que os cuidados de saúde devem ter qualidade independentemente de quem os presta?”;
– “...a ministra mostra qual é o problema do Governo: põe a ideologia acima dos interesses dos cidadãos...”.
O jornalista de economia em causa é conhecido há largo tempo como um sectário adepto de um neoliberalismo fundamentalista muito ao estilo da M. Thatcher, enquanto primeira-ministra da Grã-Bretanha.
maio 02, 2019
O SNS, a autonomia e a realidade

Por: Mário Jorge Neves
médico e dirigente sindical
(membro da ADES)
Nas últimas semanas assistimos a nova ofensiva ideológica contra o projecto governamental da Lei de Bases da Saúde por parte de diversos intervenientes e sob diversas formas: artigos, abaixo-assinados, conferências ou meras declarações pessoais.
Nesta campanha antigovernamental tem valido de tudo um pouco, verificando-se, até, o recurso às mentiras mais descaradas, tentando criar a ideia de que o sector privado e o sector social seriam objecto de uma clara hostilidade.
E estas afirmações têm sido feitas quando no nosso país os dinheiros públicos na Saúde têm permitido a viabilização de importantes negócios privados.
- A gestão do SNS deveria ser autonomizada em relação ao Ministério da Saúde.- Ser efectuada a separação das funções de prestador e pagador dos cuidados de saúde.
- O SNS ser transformado em instituto ou empresa pública.
- Que esse percurso de autonomização foi efectuado no Reino Unido com resultados muito positivos.
- Que é atribuído um papel secundário ao sector privado e ao sector social.
- Contestação ao carácter supletivo e temporário da gestão privada na saúde expresso no projecto governamental.
- Criação de um grupo de trabalho para apresentar um “ projecto neutro” ao Parlamento que crie um novo SNS “de raíz”.
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